terça-feira, 7 de junho de 2011


A janela

Quando acordei

Percebi que tuas pernas peludas

Estavam enroscadas em minhas pernas lisas.

Teu braço em volta da minha cintura e os

Cachos de teu cabelo curto esparramados pelo travesseiro.

A cortina branca e fina

Deixava a luminosidade do dia entrar.

A janela de teu quarto era enorme e transparente.

Dava para ver as nuvens, o céu e as aves que voavam ali por perto.

Luna Victoria

sexta-feira, 3 de junho de 2011



O Porque

O corte que você fez em meu coração ainda dói.

A ferida se fechou, mas ainda há pedaços de vidro dentro lá dentro.

Todas as noites antes de ir dormir esses cacos doem. E eu choro.

Não consigo ser mais forte. Estou à deriva em um mar cheio de emoções.

Luna Victoria

domingo, 29 de maio de 2011




Não te disse oi”, porque não queria entrar na sua vida. Não te disse “boa noite”, porque eu não queria que você dormisse. Não te disse “adeus”, porque não queria que você fosse sofresse, mas querido, eu preciso ir, vou para longe onde as mágoas e as angustias não possam me encontrar.

Luna Victoria


Mácula

Achei-te deitada na grama de um jardim. Você sorria de uma forma que me deixava sem graça, o timbre da sua voz fazia meu coração ficar irrequieto, teus olhos... ah teus olhos irresistíveis que me deixava nas nuvens.

Colhi uma flor e prendi entre teus cabelos. Deitei ao teu lado e apenas sorri. Você virou para mim e acariciou meu rosto fazendo-me corar e ao mesmo tempo fez com que meu sorriso torto e tímido aparecesse.

Você é a única pessoa que fez com que eu me sentisse bobo, atrapalhado e ao mesmo tempo especial. Tu me fizeste dançar quando não havia música, me fez virar um poeta apaixonado e ensinou-me a ver o lado perfeito da vida.

Mas hoje, você não esta junto a mim, pois tu preferiste outras metas, outros objetivos, outros caminhos e outras companhias. Não entendo por que houve essa mudança tão brusca, mas tive que aceitar.

Em uma tarde fria te vi sentada em um banco da praça, você estava chorando. Não fiz nada, somente baixei a cabeça e continuei andando. Ao olhar para baixo vi meus pés em movimento e lembrei que você escolheu seguir outro caminho. Enquanto passava por ti escutei você me chamar... continuei andando, ignorei, pois eu também deveria seguir o meu próprio caminho e te deixar somente no passado, bem do lado das boas lembranças.

Achei-te deitada na grama de um jardim. Você sorria de uma forma que me deixava sem graça, o timbre da sua voz fazia meu coração ficar irrequieto, teus olhos... ah teus olhos...

Luna Victoria

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Velha Amiga











Depois de muitos anos desaparecida,


ela voltou, devagarzinho, como quem não quer nada.


Chegou a me dar leves cutucadas nas costelas


para avisar que estava presente.






Aos poucos, ela foi atacando


a minha visão e o meu cérebro.


Assim, ela foi renascendo aos poucos


e bem do ladinho da veia artistica,


a tal veia poética.






Possso afirmar que ela é a veia


que mais combeia no meu corpo.


sempre ao ladinho da veia artistica.


E de uma forma elas ficaram tão juntinhas


que chegaram a se fundir.






Hoje, na minha veia "artistica-poetica"


bombeia ideias, perguntas, virtudes e pensamentos


que eu nem suspeitava que existia.


Luna Victoria

O homem não consegue viver sem música.

E a música não consegue existir sem o homem.

talvez até consiga, mas nunca será a música do

HOMEM.






Luna V.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Pessoa Inesquecível




Talvez a felicidade de um novo amor tenha chegado.

Talvez tu sabias que me deixando ir

eu acharia alguem com um amor maior para me dar.

Talvez eu tenha encontrado o meu amor enrrolado nos

caracois do cabelo de um grande homem.



Talvez...talvez...

Nada está concreto.

Nada é certo.








L.V.

domingo, 10 de abril de 2011

Escuro


Hoje eu não senti medo do escuro.
por um lado, até gostei dele.

E cheguei a cojitar que ele poderia durar para sempre.





L.V

Um boêmio aposentado

Quando um boêmio
Não pode mais beber

ele acredita que a vida

chegou ao fim.










De: Luna V.

Hoje o meu mundo está perdendo um pouquinho mais de cor.
Os tons de azul estão desbotando. É a melancolia chega junto a tristeza. Hoje o meu mundo está perdendo um pouquinho mais de cor... L.V.

Os olhos falam



Talvez eu não tenha te dado tanta atenção

como você precisava. Teus olhos talvez

me pedissem isso, mas não fui capaz de

interpretar.










L.V.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Talvez seja velho

Coisas velhas são...

Relíquias...

Que me chamam atenção.

Eu admiro coisas “velhas” .

Pelo fato de ser jovem já conheço todas as “coisas” tecnológicas de hoje.

Mas me interesso por objetos velhos.


“Cada objeto tem dentro de si sua própria história”








de: Luna V.

sexta-feira, 25 de março de 2011

palpitação





Meu coração fica irrequieto quando te ver.
talvez não seja por amor,
mas sim por uma felicidade que até hoje eu não sei explicar.





Luna V.

segunda-feira, 21 de março de 2011

i want give up on you




Quando chega ao fim, a primeira imagem que chega a nossa cabeça é do inicio.
Eu queria poder te salvar, mas você não me dá motivos para que eu faça isso.
Quanto mais você afunda menos piedade eu sinto de você.
Vá para o inferno, pois aqui na terra você não faz falta.








De: Luna V.

Imagem



sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Monotonia no final de semana

Acordo com um cheiro forte de fumaça entrando pelas minhas vias nasais.
Não, não.... minha casa não está pegando fogo.
É só mais um final de semana.

A carne está na churrasqueira...
e a fumaça toma conta da casa.
Me levanto... e vejo as mesmas pessoas
que sempre habitam minha casa.
Escuto o mesmo Rock 'n Roll
de todos os finais de semana.


Falo sempre com as mesmas pessoas,
e sempre sobre os mesmos assuntos.



Mais um final de semana começa...
chega na metade... termina.



By: Luna V.

O mesmo Trilho.



Naquela cidade cada um sonhava o segredo.
O menino sem nome conheceu o garoto sem pernas. Ele não tinha pernas e, mesmo assim, não precisava de ninguém para ir embora.
Eles tentaram.
O garoto sem pernas mostrou o mundo como conheci. O que mão tinha nome, embarcou. Como quem nunca mais quer voltar.
Por um tempo eles olharam para a mesma direção.
Ele nunca lhe deu um nome.
Ele nunca lhe trouxe as pernas.
O que para um era sina, para outro era o mistério.


Por algum tempo, eles poderiam ter andando juntos sobre o mesmo trilho. Mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem.





(Ismael Caneppele, Os Famosos e os Duendes da Morte - livro. página 5)

Dia sem cor

Nem chuva,

nem sol.

Somente o céu coberto

Com nuvens em tons de...

Cinza grafite.

Cinza grafite...

e só o que vejo pela janela

de meu quarto escuro.

A melancolia

Invade minha alma.

Encolho-me...

Aqueço-me...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Dialogo de um adeus

Dialogo de um adeus

- Para onde tu vais?

- Para onde tu não possas me encontrar!

- Não me deixes sozinha.

- Não tenho dó de ti!

- Eu não irei sobreviver ser ti.

- Tu já me fizeste sofrer demais.

- Não se vá! Preciso de alguém para me manter viva.

- Adeus! Adeus SAUDADE, não te quero mais.

- Não me mates!

- Não me procure mais. Não quero mais tua companhia.



Gritos de socorro


Gritos de socorro

Eu grito,

Mas ninguém me escuta.

A escuridão

Tapa a minha visão.

Mas há alguém que pode me salvar .


O silêncio,

Enlouquece minha cabeça.

A solidão

Quase me mata.

Mas há alguém que pode me salvar.

Mas ele não sabe que tem que vir me salvar.


Estão morrerei aqui enquanto

ele fica deitado em seu quarto

em sua cama escutando Bob Dylan.



By: Luna V.