domingo, 29 de maio de 2011


Mácula

Achei-te deitada na grama de um jardim. Você sorria de uma forma que me deixava sem graça, o timbre da sua voz fazia meu coração ficar irrequieto, teus olhos... ah teus olhos irresistíveis que me deixava nas nuvens.

Colhi uma flor e prendi entre teus cabelos. Deitei ao teu lado e apenas sorri. Você virou para mim e acariciou meu rosto fazendo-me corar e ao mesmo tempo fez com que meu sorriso torto e tímido aparecesse.

Você é a única pessoa que fez com que eu me sentisse bobo, atrapalhado e ao mesmo tempo especial. Tu me fizeste dançar quando não havia música, me fez virar um poeta apaixonado e ensinou-me a ver o lado perfeito da vida.

Mas hoje, você não esta junto a mim, pois tu preferiste outras metas, outros objetivos, outros caminhos e outras companhias. Não entendo por que houve essa mudança tão brusca, mas tive que aceitar.

Em uma tarde fria te vi sentada em um banco da praça, você estava chorando. Não fiz nada, somente baixei a cabeça e continuei andando. Ao olhar para baixo vi meus pés em movimento e lembrei que você escolheu seguir outro caminho. Enquanto passava por ti escutei você me chamar... continuei andando, ignorei, pois eu também deveria seguir o meu próprio caminho e te deixar somente no passado, bem do lado das boas lembranças.

Achei-te deitada na grama de um jardim. Você sorria de uma forma que me deixava sem graça, o timbre da sua voz fazia meu coração ficar irrequieto, teus olhos... ah teus olhos...

Luna Victoria

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