O menino sem nome conheceu o garoto sem pernas. Ele não tinha pernas e, mesmo assim, não precisava de ninguém para ir embora.
Eles tentaram.
O garoto sem pernas mostrou o mundo como conheci. O que mão tinha nome, embarcou. Como quem nunca mais quer voltar.
Por um tempo eles olharam para a mesma direção.
Ele nunca lhe deu um nome.
Ele nunca lhe trouxe as pernas.
O que para um era sina, para outro era o mistério.
Por algum tempo, eles poderiam ter andando juntos sobre o mesmo trilho. Mas nunca seriam esmagados pelo mesmo trem.
(Ismael Caneppele, Os Famosos e os Duendes da Morte - livro. página 5)
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